domingo, 28 de agosto de 2011

Resistir, resistir, resistir

Do blog DoLaDoDeLá

A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.



Naomi Klein é uma jornalista e ativista canadense colaboradora de vários jornais, entre eles, o The Guardian inglês. Em 2004 ela e o marido fizeram um documentário que mostra como vivem os trabalhadores autônomos na Argentina. É considerada uma das intelectuais mais respeitadas da atualidade. Em "A Doutrina do Choque", compartilhado acima, os leitores do blog, sobretudo os estudantes de jornalismo, poderão ver a história contada por uma ótica que as agências de notícias jamais deixarão as emissoras de televisão contar. Não se apegue aos erros da legenda em português. De fato, ela não está boa. Mas tenho certeza de que, quem perder pouco mais de uma hora da vida assistindo, não vai se arrepender. Porque hoje é domingo, porque o mundo está mudando e, principalmente, porque não devemos temer os poderosos.

domingo, 21 de agosto de 2011

Reflexões sobre as eleições de 2012 em Botucatu

O governo João Cury não tem cara de populista? Ele não enfeita demais a cidade, deixando de lado questões básicas? Como andam os bairros mais pobres da cidade como, por exemplo, Marajoara e Jardim Brasil? As prioridades não estão invertidas?
Ser populista hoje não é agradar aos pobres. Hoje, ser populista é agradar à classe C, que só assumiu esse status graças ao Lula e ao governo federal. O João agrada à elite e à classe C? Agrada à UNESP, ao Vale do Sol e à população que mora mais próxima do centro da cidade? E a periferia, existe governo para eles?
O João Cury faz um bom governo? Não sei responder, não moro mais aqui. O que ouço é que ele faz, sim, um bom governo. E do outro lado, como anda a oposição, ou seja, o PT? O PT de Botucatu é capaz de montar um discurso capaz de vencer o do atual prefeito? E quando digo vencer não significa vencer as eleições de 2012, mas vencer o debate político, que é o essencial.
Pois, se um partido não vence o debate e mesmo assim ganha as eleições, pode fazer um governo ruim, o que não é bom para nenhuma cidade. Mas quem na oposição é capaz de formular esse discurso? O Ielo? O Lelo Pagani? Será que o Lelo tem condições para tanto? Será que o Ielo tem?
Se o PT não conseguir montar um programa que seja, de fato, melhor que o do João, não é melhor que este permaneça na Prefeitura?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Plano Brasil Maior - Inovar para competir. Competir para crescer

CRESCIMENTO SUSTENTADO
PRODUZINDO SAÍDAS PARA A CRISE
POLÍTICA INDUSTRIAL
BRASIL MAIOR

Um conjunto de programas e ações para que o País cresça em produtividade, competitividade e sustentabilidade.

O Brasil Maior é estruturado em 7 Áreas Estratégicas:
- Inovação: criar novas competências tecnológicas e de negócios, levando o Brasil à ponta em setores estratégicos.
- Maior Investimento: aumentar a eficiência do parque produtivo e nivelá-lo à concorrência mundial.
- Adensamento Produtivo: inovar em métodos, parâmetros e incentivos; integrar cadeias de produção para aumentar o valor do produto nacional.
- Comércio Exterior: diversificar exportações, proteger a indústria local e internacionalizar as empresas brasileiras.
- Qualificação Profissional: formar e aperfeiçoar o capital humano que move o crescimento.
- Produção Sustentável: incentivar processos produtivos sustentáveis, reduzir custos de produção e ampliar a oferta de energias renováveis, tornando o Brasil líder na Economia Verde.
- Competitividade das MPEs: arejar e racionalizar as regras do ambiente econômico, para apoiar os pequenos negócios brasileiros a ganhar o mundo.

Trabalhando nessas áreas, o Brasil Maior conduzirá a indústria brasileira a um novo patamar de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Assista também:
- Cerimônia de lançamento do Plano Brasil Maior

Como fazer o Brasil Maior

Do Conversa Afiada

terça-feira, 19 de julho de 2011

A UPP verde

Do Luis Nassif Online

Da Istoé

A primeira UPP verde

Depois da paz, a preocupação ambiental começa a subir os morros cariocas, que aprendem a otimizar o consumo de água, a usar material reciclado e a fazer coleta seletiva

Luciani Gomes



NA PALMA DA MÃO
José Ricardo dos Santos é o responsável pelo reflorestamento no
morro da Babilônia, que sonha virar uma extensão de Copacabana



Acordar com fogueteiros avisando a chegada da polícia. Voltar para casa e ter de passar por um grupo armado de fuzis. Tentar dormir ao som de tiroteios. Quem tem um cotidiano assim está muito mais preocupado com a própria preservação do que com a conservação do planeta. Com a pacificação dos morros cariocas, isso começa a mudar. Em junho deste ano, dois morros que já receberam UPPs começaram a vivenciar um projeto-piloto de urbanização que, além de fazer melhorias estruturais, ensinará a população carente a se preocupar com o consumo de água e energia elétrica e a usar material reciclado, entre outras ações.

“A ideia é incentivar o uso das tecnologias sustentáveis e também monitorar”, diz um dos idealizadores do projeto, o economista Sergio Besserman Vianna, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana do Rio de Janiero. As comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, no Leme, na zona sul carioca, foram as escolhidas para receber o programa por serem favelas pacificadas. “Os moradores estão engajados”, conta Carlos Antonio Pereira, 43 anos, vice-presidente da Associação de Moradores do Morro da Babilônia. Eles se organizam e veem surgir na comunidade pessoas como Jorge Ricardo dos Santos, encarregado do reflorestamento na Babilônia.

A urbanização das duas comunidades custará cerca de R$ 43 milhões e deve ficar pronta em dois anos. A partir de agora, tudo o que for demolido será triturado e reaproveitado em novas construções. Além disso, as três novas unidades habitacionais que serão erguidas para realocar moradores atualmente em áreas de risco serão feitas com estruturas metálicas recicladas e tijolo ecológico. Os prédios ainda terão sistema de reaproveitamento de água de chuva, iluminação de LED, captação de energia solar e medidor individual de água. Encostas expostas, quando possível, receberão revestimento vegetal, e uma horta comunitária para abas­tecer o comércio local também será criada. “Babilônia e Chapéu Mangueira terão um tratamento que nem as áreas mais ricas da cidade receberam ainda”, diz o secretário da Habitação, Jorge Bittar.



VERDE POR CIMA
Para melhorar a temperatura no interior e o visual no exterior, a
escola da comunidade Chapéu Mangueira ganhou um telhado vivo

Os limites das duas favelas também serão retraçados. As casas construídas em áreas de proteção ambiental serão derrubadas, e a região será reflorestada. “A prioridade é poder tirar a população da área de risco. Se isso também ajudar a proteger o ambiente, melhor”, diz o comerciante Sérgio Barbosa, 42 anos. Nascido e criado no Morro da Babilônia, ele é dono de uma lanchonete que será demolida com a implantação do projeto.

O descarte de lixo, que hoje depende da boa vontade do morador em ir até a caçamba mais próxima, será facilitado pela construção de uma via de serviço por onde passarão veículos coletores. Os acessos à comunidade pelo Leme também serão revitalizados, bem como o sistema de drenagem e de saneamento da região, obra que ajudará ainda a promover a integração entre os moradores das duas comunidades e fazer delas uma espécie de continuação da praia de Copacabana. De preferência, com um charme cada vez mais parecido com o do bairro famoso.